Críticas à recomendação do Ministério Público sobre adoção de filhos de usuárias de crack continuam

28 / janeiro / 2015 — 11:00 — Giro de NotíciasSem categoria

A recomendação do Ministério Público (MP/MG) para que as maternidades públicas comuniquem o nascimento de filhos de mães usuárias de drogas foi criticada durante audiência da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no dia 27 de janeiro. Representantes do Governo do Estado, da Defensoria Pública e da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), além dos deputados presentes na reunião, condenaram a recomendação de encaminhar o recém-nascido para abrigos, sem antes realizar um acompanhamento psicossocial dos pais ou de tentar manter o bebê com a chamada “família extensa” (parentes próximos com os quais a criança convive).

A recomendação estaria fazendo com que usuárias de drogas deixem de ter seus filhos em hospitais da rede pública de saúde para evitar que sejam encaminhados a abrigos e à adoção. De acordo com a ativista da ONG Parto do Princípio e advogada especialista em direitos reprodutivos da mulher, Gabriella Sallit, algumas gestantes estariam, inclusive, abandonando o pré-natal. A coordenadora da Saúde da Criança e do Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Márcia Rocha Parizzi, confirmou a informação e disse que as mulheres estão entrando em pânico e tendo filhos em casa ou em outras cidades, muitas vezes sem um acompanhamento médico.

A assessoria de imprensa do MPMG afirmou que esse cenário não acontece por causa da recomendação, mas sim por falta de políticas públicas voltadas para as mães dependentes químicas.

Com informações da ALMG e do jornal O Tempo

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *