Mestranda da PUC-Minas defende tese sobre o projeto Proteger é Preciso

20 / Fevereiro / 2017 — 16:46 — Institucional

Investigar a mediação entre comunicação, educação e cultura foi o que levou a mestranda do PPGCom PUC-Minas, Camila Alvarenga, a estudar o Projeto Proteger é Preciso (PEP), da Oficina de Imagens e Fundação Vale. Do acompanhamento, resultou a dissertação “COMUNICAÇÃO, EDUCAÇÃO, CULTURA E SUAS MEDIAÇÕES: uma imersão no projeto Proteger é Preciso/ONG Oficina de Imagens”, que será defendida na quinta-feira, dia 23, às 14h, na PUC-Minas.

Camila acompanhou cerca de 27 atividades do PEP entre 2015 e 2016, nos distritos de Antônio Pereira e Jardim Canadá, territórios mais ligadas ao campo da Comunicação. Segundo a mestranda, estar presente nessas ações trouxe não só uma visão sobre as técnicas de comunicação, mas do contexto em que as meninas e meninos participantes do projeto estão inseridos. “Tê-los acompanhado por um ano me proporcionou conhecer mais sobre o território onde moram, a cultura em que se inserem e como isto influencia em seus comportamentos durante as oficinas, suas expectativas, suas formas de ver o mundo”, afirma.

Para Camila, projetos como o PEP têm muita importância, tanto no campo pragmático e objetivo como no campo da subjetividade. “Em primeiro lugar, esses projetos dão conta de suprir uma lacuna deixada pelo poder público, que executa pouquíssimos projetos no campo da educomunicação. Em segundo lugar, o PEP proporciona para esses jovens uma possibilidade de conhecimento e entendimento de mundo sobre o que acontece no entorno e na estruturação de suas vivências”, pontua ela. “Além disso, o conhecimento gerado a partir das práticas nas oficinas, atividades e ações têm o potencial de mobilizar a comunidade e chamar a atenção para determinados temas que podem estar passando despercebidos ou sendo negligenciados”, acrescenta.

Uma dos pontos de destaque para a mestranda é a relação entre os jovens e a equipe do projeto: “me chamou a atenção o fato de a cultura, os anseios, as vocações e os desejos dos jovens serem considerados no planejamento e na execução das ações e atividades do projeto. A equipe se apropria dos hábitos e costumes dos jovens como uma potência de prática educativa, exercício de cidadania e mobilização social, por meio do trabalho com as linguagens e recursos comunicacional”.

Por fim, a mestranda ressalta que a experiência vivida por ela foi muito enriquecedora e que mais estudantes e profissionais deveriam se dispor a imersões como essa. “Mais pessoas do campo da Comunicação deveriam se dedicar a essas vivências, até mesmo para conhecerem melhor as pessoas para as quais produzem conteúdo ou poderão lidar de forma direta ou indireta em algum momento de suas carreiras. O meio acadêmico também poderia fomentar mais esse tipo de pesquisa, pois é uma possibilidade de promover discussões acerca de como lidamos com a Comunicação e a Educação atualmente, principalmente em tempos de reformas do Ensino Médio, de fechamentos de escolas, de absurdos cerceamentos de direitos, etc”, finalizou.

Serviço

O quê: Defesa da dissertação de mestrado “COMUNICAÇÃO, EDUCAÇÃO, CULTURA E SUAS MEDIAÇÕES: uma imersão no projeto Proteger é Preciso/ONG Oficina de Imagens”, de Camila Alvarenga

Quando: 23/02/2017, às 14h

Onde: PUC-MINAS, R. Dom José Gáspar, 500 – Coração Eucarístico, sala 307 – Prédio 42

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