Atuação

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Para executar suas iniciativas, a Oficina de Imagens toma como referência dois eixos políticos: Comunicação e Direitos, e Educação e Fortalecimento do Sistema de Garantia dos Direitos de Crianças e Adolescentes (SGD). Entenda como essas agendas são desenvolvidas pela instituição:

Comunicação e Direitos

O acesso à informação qualificada para a garantia dos direitos de crianças, adolescentes e jovens é um dos princípios que orientam os trabalhos da Oficina de Imagens no eixo de Comunicação e Mobilização. Acreditando na importância de ampliar o debate público sobre questões relacionadas aos direitos de crianças, adolescentes e jovens e ao direito à comunicação, a instituição desenvolve várias ações. Entre elas, está o suporte a jornalistas e estudantes de comunicação quanto à cobertura da área da infância e o monitoramento de matérias jornalísticas relacionadas à vida de meninos e meninas no país.

Para fortalecer a atuação dos atores do Sistema de Garantia dos Direitos (SGD), a Oficina de Imagens também investe na produção de conteúdos especializados sobre os direitos de crianças e adolescentes, além de realizar articulações, planejar e fomentar processos de mobilização social.

Educomunicação

Ao buscar contribuir para a melhoria da qualidade da educação em espaços escolares e não escolares, a Oficina de Imagens parte do campo da comunicação para desenvolver metodologias que articulam essas áreas de conhecimento. Dessa interface, surgiu o campo da Educomunicação, que vem se fortalecendo no Brasil desde 1998, com a atuação do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo/SP e de várias organizações de diversos estados que atuam nessa perspectiva.

Um exemplo concreto do que é Educomunicação é o projeto “Latanet – da latinha a internet”, criado em 1997. O projeto colocou em comunicação adolescentes e jovens das comunidades periféricas do Alto Vera Cruz, em Belo Horizonte (MG), e Vigário Geral, no Rio de Janeiro (RJ). Os participantes intercambiavam fotografias produzidas em latas de alumínio, no processo conhecido como pinhole, e informações, via internet, sobre a realidade e o território nos quais viviam. Por meio de um processo de diálogo e participação, o Latanet articulava o princípio da fotografia com conceitos de física-ótica, química, história, arte, matemática, geografia, informática e exercício crítico de mídia.

Nessa linha, ao longo de 20 anos, foram desenvolvidos os projetos da área de Educomunicação da Oficina de Imagens. A instituição se tornou uma referência no Brasil e na América Latina no desenvolvimento de projetos baseados na chamada “baixa tecnologia de ponta”, com foco na promoção de direitos de crianças, adolescentes e jovens.